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Bertha Lutz: pioneira do movimento feminista no Brasil

Bertha Lutz: pioneira do movimento feminista no Brasil

Escrito por Evernote Brasil, em 03 mar 2017

Escrito por Evernote Brasil, em 03 mar 2017

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Filha da inglesa Amy Fowler e do renomado médico Adolfo Lutz, pioneiro na área de epidemiologia e na pesquisa de doenças infecciosas, Bertha Lutz nasceu em 2 de agosto de 1894, em São Paulo.

Ainda criança foi estudar na Europa, onde permaneceu até se formar em Biologia pela Sorbonne, a Universidade de Paris.

Movimento sufragista

O período que passou foi essencial para sedimentar as bases da luta política que mais tarde empreenderia no Brasil. No seu tempo de estudante, teve contato direto com a campanha pelo voto feminino no Reino Unido.

As sufragistas – como ficaram então conhecidas – questionavam por que as mulheres à época podiam assumir posições de liderança em alguns setores da sociedade, especialmente no papel de educadoras, mas sua participação nas eleições para o parlamento ainda era vista com desconfiança. Por esse papel, as sufragistas foram consideradas as primeiras ativistas do feminismo no século 19.

Feminismo no Brasil

Após esse contato Bertha, retornou ao país em 1918 e iniciou esforços para organizar um movimento semelhante no Brasil.

Em 1919 começou a se destacar na busca de igualdade de direitos jurídicos entre os sexos, ao se tornar a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro, após ser aprovada em concurso do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, órgão considerado o embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, criado três anos depois.

Sua militância política e científica foi além: representou o Brasil na assembleia geral da Liga das Mulheres Eleitoras nos EUA onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana.

Bertha Lutz ainda organizaria o primeiro Congresso Feminista do Brasil, defendeu ações de proteção ao trabalho feminino na Organização Internacional do Trabalho e participou da Conferência Internacional da Mulher de Berlim no ano de 1929.

Voto feminino

Como resultado de seu engajamento e do trabalho desenvolvido pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, o direito de voto feminino foi estabelecido em 1932 pelo então presidente Getúlio Vargas.

Um ano após o decreto, Bertha criou a União Profissional Feminina e a União das Funcionárias Públicas e iniciou o curso de Direito na Faculdade do Rio de Janeiro. Três anos depois, assumiu uma cadeira de deputada na Câmara Federal.

Durante seu mandato, defendeu a mudanças da legislação referente ao trabalho da mulher e dos menores de idade, advogou pela igualdade salarial entre os sexos, propôs a licença de três meses para a gestante e a redução da jornada de trabalho, que na época era de 13 horas diárias.

Em 1951, Bertha recebeu o título de “Mulher das Américas” e, no ano seguinte, foi a representante do Brasil na Comissão de Estatutos da Mulher das Nações Unidas. Bertha Lutz morreu aos 82 anos em 1976.

Fontes:
Senado
Portal Brasil
O Globo – Acervo
Livraria da Câmara

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