Dicas e Histórias

Mulheres Inspiradoras: Gabriela Vargas

Mulheres Inspiradoras: Gabriela Vargas

Escrito por Evernote Brasil, em 10 mar 2017

Escrito por Evernote Brasil, em 10 mar 2017

Comentário

Gabriela Vargas é diretora Organizacional da Zenvia, companhia brasileira que viabiliza a comunicação entre empresas e consumidores por meio de dispositivos móveis.

Ela é graduada em Publicidade em Propaganda, com MBA em Gestão Estratégica de Marketing e Vendas e até pouco tempo atuava como gerente de Marketing na mesma empresa.

Abaixo ela fala sobre seus planos para esse ano, sua forma de se manter organizada e suas percepções sobre a mulher no mercado de trabalho.

1. Quais são os seus planos profissionais para 2017?

Meus planos são seguir no mesmo propósito que eu já tinha no ano passado: ajudar na transformação da Zenvia em uma empresa ainda melhor para se trabalhar e em uma empresa que não só atinge seus objetivos, mas que também os supera.

Pessoalmente, eu ainda estou em um processo de desenvolvimento nesta nova posição que ocupo desde o final de 2015 (sou originalmente de marketing, e assumi posição de desenvolvimento organizacional – gestão de pessoas e negócios – em 2015). Então, pretendo buscar ainda mais conhecimento. Uma das formas que entendo ser mais eficaz de aprendizado é benchmark, é uma prática que valorizo muito. Nestas conversas, a gente consegue ver a “vida como ela é”.

2. Como você se organiza para alcançar seus objetivos e metas?

Uma vez em uma conversa com um sócio da empresa, ele me perguntou como eu me via no futuro. Essa pergunta me inquietou. Nunca fui muito orientada a cargo ou área, eu sou mais orientada a desafio. Neste dia fui para casa e fiz uma lista de objetivos: de um ano, de 5 anos e de 10 anos. Nenhum deles era relacionado a dinheiro ou posses; estavam relacionados à aspiração. Desenvolvi o meu propósito. Imprimi essa lista e ela fica na cabeceira da minha cama. Quando acho que estou me “perdendo” ou que está difícil, volto a ela e isso me dá um alento, pois vejo que estou chegando aos meus objetivos.

Para mim, o principal propulsor da mudança é a disciplina. Sou muito disciplinada, então tenho um norte, sei o que quero fazer, muitas vezes não faço ideia de como fazer, mas isso eu vou descobrindo com o tempo e o aprendizado. E uma das melhores formas de aprender é ouvindo. Mas ouvindo verdadeiramente, processando (brinco que preciso dormir com aquilo que ouvi, preciso de tempo para processar) e pedindo ajuda no processo de transformação, voltando para a pessoa que me disse algo e fazendo pequenas checagens de evolução, para poder voltar e recalibrar.

Mas, a palavra chave da minha vida é disciplina, para mim é esse o fator que me ajuda a alcançar meus objetivos e metas, e claro, minha listinha. Aliás, tenho que fazer outra, ela “vence” em 2 anos. 😉

3. No Brasil, como você vê o empoderamento da mulher no mercado de trabalho como um todo? E na sua área de atuação?

Por vezes vejo que estamos conquistando muito espaço, mas me incomoda o sexismo ainda existente. Certas iniciativas, ao mesmo tempo que têm a intenção de integrar, reforçam a diferença dos sexos. Por exemplo, no mercado de TI recentemente começou a surgir cursos com o título “programação para mulheres”. Por que assim específico para mulheres? Por que não para iniciantes? Por que diferenciar? Entendo que temos a mesma capacidade intelectual que um homem.

Quando eu atuava em Marketing, percebia no mercado maior dificuldade em ter ideias aceitas do que agora que atuo à frente de uma área tipicamente feminina, que é Gestão de Pessoas. No entanto, ainda é comum que uma mulher à frente de Gestão de Pessoas, quando fala de coisas intangíveis como sentimentos e cultura, tenha seu discurso interpretado como “coisa de mulher sentimental e irracional”, mas quando a mesma mensagem é transmitida por um homem parece “valer” mais. Tenho a sorte de estar em uma empresa que não faz essa distinção e que ainda me dá espaço para incentivar o empoderamento feminino ao exercer minha função.

Apesar dos desafios que comentei, felizmente também vejo as mulheres ganhando espaço. Cada vez mais encontro executivas nos eventos que frequento. Tenho muitas amigas que são as provedoras financeiras das suas casas, inclusive. Alguns maridos lidam bem com isso, mas outros não. E uma coisa todas têm em comum, que é ter tido um momento de conversa com seus maridos para saber se isso o incomodava. Estranho, não? Para mim deveria ser natural. A maioria dos maridos não têm constrangimento por ganhar mais que sua esposa.

Mas vale ressaltar que cada pessoa sabe o que faz bem para si. E para mim, o verdadeiro empoderamento, seja de qual for o sexo, idade, raça ou religião é o respeito. Respeitar os desejos e capacidades do indivíduo independentemente de qualquer rótulo.

Eu fico chateada quando vejo projetos que dão creche para as mulheres que têm filho, mas que não dão para um pai. Eu fico imensamente feliz quando vejo um projeto onde o pai tem licença paternidade, pois isso, de certa forma, empodera a mulher também. De uma forma geral, eu creio que para empoderar a mulher, é preciso também que os homens se libertem de alguns rótulos. Vejo meus colegas cuidando dos seus filhos e das casas, quando eles se libertam, automaticamente estão empoderando suas companheiras.

 

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